segunda-feira, 2 de agosto de 2010

OS PORÕES DA PRIVATARIA

Os porões da privataria
      Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem muito o que explicar ao Brasil.
       Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia - do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil e de que maneira o próprio Serra teria sido beneficiado por decisões da filha.
     Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.
     A trajetória do empresário espanhol naturalizado brasileiro Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.
     Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola , da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).
     O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York.  É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.
     A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.   
     O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.
     O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.
     Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br,  em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia  do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.
     Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.
     Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para  Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.
     De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas…Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.
     Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” – foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria. Hoje, através de seu sócio Ronaldo de Souza opera a Consultatun Corp e a Antar Venture Investments. Depois dele, vieram a filha e o genro de Serra, o ex-ministro das comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros (dono da offshore Montferrand Holding), o ex-diretor da Previ e braço direito de Ricardo Sérgio no episódio da privataria, João Bosco Madeiro da Costa (Beluga e Hill Trading).
     Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.

(1)   A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.
(2)   As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

OS VERDADEIROS PETISTAS APÓIAM DINO: FORA ROSEANA SARNEY!


Barra do Corda, Eugênio Barros e Presidente Dutra receberam Flávio Dino com grande festa nesta segunda-feira, dia 26. Em Barra do Corda e Presidente Dutra Flávio fez caminhada pelas ruas da cidade. Em Eugênio Barros ele se reuniu com a população e as principais lideranças políticas da região. Nos últimos cinco dias Flávio Dino visitou 12 cidades. Em todos os lugares por onde tem passado, Flávio e sua comitiva são recebidos com muita animação. A meta agora é intensificar a agenda pelo interior do estado.
Em Barra do Corda, Flávio Dino caminhou pelas principais ruas da cidade e encerrou a atividade com um comício na área comercial. Na ocasião, Flávio destacou a importância econômica e cultural da cidade. “Tenho certeza de que a cidade de Barra do Corda vai nos ajudar a construir um Maranhão para todos”, discursou. Flávio disse que, hoje, o Maranhão ainda é para poucos. “A saúde é para poucos, a educação é para poucos”, exemplificou. Flávio disse que sua candidatura representa uma nova proposta política para o Maranhão por meio será possível assegurar o desenvolvimento do estado com justiça social.
Durante a caminhada, Flávio conversou com a população sobre os principais problemas da região. Os moradores da cidade reclamam da falta d´água, da MA 012, que liga a cidade a diversos povoados, da falta de hospital público e de investimento na área da agricultura. Ao longo do percurso, mais uma vez, o sentimento era de mudança expressado no rosto das pessoas que paravam para acompanhar a passagem da comitiva de Flávio Dino. O aposentado José Maria era uma dessas pessoas. “Vou votar nele para ver se a gente consegue melhorar”, disse. Ao saber que Flávio estava na cidade, o aposentado foi até o mercado de Barra do Corda para cumprimentá-lo.
De Barra do Corda, Flávio acompanhado da vice, Miosótis, e dos candidatos ao Senado José  Reinaldo e Adonilson, seguiu para a cidade de Eugênio Barros onde foi recebido por milhares de pessoas na União Operária e Agrícola da cidade. Ao discursar, Flávio conclamou a população de Eugênio Barros a contribuir pela mudança do Maranhão. “O Maranhão é nosso. O Maranhão não tem dono”, disse sob aplausos. Flávio garantiu que seu governo será para todos os maranhenses. “Nós faremos o melhor governo da história do nosso estado”, garantiu.
De Eugênio Barros, Flávio participou de mais uma grande atividade de campanha. Dessa vez, na cidade de Presidente Dutra onde também foi recebido com festa pela população. Flávio percorreu as principais ruas da cidade e conversou com a população. “Toda a nossa campanha será assim conversando com as pessoas, olhando no olho e de cabeça erguida”, disse Flávio Dino. 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

MENTIRA DA VEJA, VERDADE DO MEC

MENTIRA DA VEJA:
Dados  do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO:  em 2003, havia 79 mil vagas de ensino técnico  na esfera federal e 78 mil nas escolas estaduais de São Paulo. Em 2009, o Estado contava com 123 mil alunos nas escolas técnicas, contra apenas 87 mil no ensino federal: houve uma expansão, em São Paulo, de 58%; no resto do país, só 9%. Pesquise.
VERDADE DO MEC:
Vagas para educação profissional segundo o próprio MEC, clique aqui:
Gov Federal x SP
  • Em todo o Brasil haviam 589.383 matrículas;
  • Eram 79.484 Federais, 165.266 Estaduais, 19.648 Municipais e 324.985 Iniciativa Privada;
  • No Estado de São Paulo haviam 220.594 matrículas;
  • Eram 2.387 Federais, 77.700 Estaduais, 11.410 Municipais e 137.031 da Iniciativa Privada;


  • Em todo o Brasil haviam 861.114 matrículas;
  • Eram 86.634 Federais, 271.128 Estaduais, 25.695 Municipais e 477.657 Iniciativa Privada;
  • No Estado de São Paulo haviam 314.919 matrículas;
  • Eram 3.557 Federais, 122.560 Estaduais, 15.753 Municipais e 173.049 da Iniciativa Privada;
Portanto, há sim o aumento de 50% do Estado e os 9% das Federais. Isso daria para imaginar que "seria" mérito do governo de SP. Só que seria, pois nas mesmas tabelas dá-se para ver que isto ocorreu em todo o País e praticamente em todos os Estados, basta olhar as planilhas e calcular. As porcentagens, se caso eu não tenha errado, são altíssimas para certos Estados e olha que arredondei para baixo:

Gov Federal x Acre
  • Em todo o Brasil haviam 589.383 matrículas;
  • Eram 79.484 Federais, 165.266 Estaduais, 19.648 Municipais e 324.985 Iniciativa Privada;
  • No Estado do Acre haviam 318 matrículas;
  • Eram 0 Federais, 0 Estaduais, 0 Municipais e 318 da Iniciativa Privada;

  • Em todo o Brasil haviam 861.114 matrículas;
  • Eram 86.634 Federais, 271.128 Estaduais, 25.695 Municipais e 477.657 Iniciativa Privada;
  • No Estado do Acre haviam 1877 matrículas;
  • Eram 0 Federais, 1675 Estaduais, 0 Municipais e 173.049 da Iniciativa Privada;
Aqui, há um aumento de mais de 160.000% de matrículas por parte do Estado. 

Estado Amazonas por exemplo, pulou de 287 matrículas para 9072 dando mais de 3.000% de aumento. O Amapá, assim como o Acre, não tinha vagas para cursos técnicos por parte do Estado em 2003 e já em 2009 tinha 403 vagas, um aumento de mais de 40.000% . O Amapá, assim como o Acre, possuia zero vagas por parte do Governo Federal. Mas o Governo Federal continuou tendo os aproximados 9% de aumento das vagas em âmbito nacional, mesmo não tendo, nos dois Estados citados acima, vaga alguma.

Analisando quantidade de estabelecimentos para educação profissional segundo o próprio MEC, clique aqui:
Gov Federal x SP
  • Em todo o Brasil haviam 2.789 estabelecimentos;
  • Eram 138 Federais, 553 Estaduais, 115 Municipais e 1.983 Iniciativa Privada;
  • No Estado de São Paulo haviam 220.594 matrículas;
  • Eram 3 Federais, 189 Estaduais, 63 Municipais e 907 da Iniciativa Privada;

  • Em todo o Brasil haviam 3.535 estabelecimentos;
  • Eram 210 Federais, 846 Estaduais, 117 Municipais e 2362 Iniciativa Privada;
  • No Estado de São Paulo haviam 1.224 estabelecimentos;
  • Eram 10 Federais, 170 Estaduais, 58 Municipais e 986 da Iniciativa Privada;

No quesito estabelecimentos, e segundo os dados de 2009, há um aumento de mais de 50% do Governo Federal em âmbito nacional e aumento de aproximadamente 300% em São Paulo. Já o Governo de São Paulo reduziu cerca de 11% as escolas técnicas estaduais do Estado de São Paulo.
O Acre tinha em 2003, zero estabelecimentos e em 2009 tinha três, 300% de aumento. O Amazonas tinha um (1) estabelecimento em 2003 e em 2009 tinha 39, aproximados 3.000% de aumento.
O Governo Federal aumentou o número de escolas técnicas em todas as regiões, desde o sul até o norte e apenas o Acre, Amapá e Mato Grosso do Sul não possuíam Escolas técnicas  federais em 2009. Mas, como pode ser visto aqui,aqui e aqui, estes estados já possuem Escolas Tecnicas Federais ou estão em construção.
As novas escolas técnicas Federais ainda estão montando seus cursos, contratando professores e montando os laboratórios. Ainda há escolas técnicas em construção, outras agora é que vão fazer os concursos para admissão de alunos para curso que começam ano que vem. Vai levar um tempo até estarem em pleno funcinamento, por isso os baixos números de matrículas.
De 2003 a 2009 apenas dois estados diminuiram escolas técnicas, a paraiba de 4 para 3 e São Paulo de 189 para 170 escolas.

Fica aqui um questionamento, aliás, vários:
  • Como foi que SP fez para praticamente dobrar o número de vagas nas escolas técnicas do estado se eles fecharam 19 escolas entre 2003 e 2009?
  • Será que eles estavam com salas vazias? se foi, eram a metade das salas de aulas vazias, pois tiveram cerca de 50% de aumento de vagas.
  • Ou será que dobraram o número de alunos em cada sala de aula? Aqui em Goiás é média de 35 a 40 alunos por sala, extrapolando este número para SP, então será que estão com cerca de 75 a 80 alunos por sala?
  • Será que estão dando cursos nos três períodos? Se for, os professores estarão trabalhando os três períodos? recebendo pelos três períodos? Eles contrataram novos professores?
  • E a qualidade destes cursos? será que continuam os mesmos? Na era FHC eles queriam retirar matérias dos cursos técnicos para reduzir carga horária, acelerar os cursos para formar mais rapidamente os técnicos, será que estão fazendo isto em SP?

PS. Não confiem muito nas porcentagens calculadas acima não, pois eu posso ter errado ao calculá-las.

Abaixo estão repetidos os links de onde estão os dados do censo:

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CENSURA E TRUCULÊNCIA CONTRA JORNALISTAS. ONDE ESTÁ A ANJ?

As demissões de jornalistas na TV Cultura de São Paulo e o silêncio dos grandes meios de comunicação sobre as causas destas demissões evidenciam mais uma vez um preocupante comportamento cínico, submisso e hipócrita. Mais uma vez, são blogs e sites de jornalistas independentes que cumprem o dever de informar ao público o que é de interesse público. Entidades como a Associação Nacional de Jornais, supostamente comprometidas com a defesa da liberdade de expressão, exibem um silêncio ensurdecedor.
O comportamento cínico e hipócrita da maioria das grandes empresas de comunicação do Brasil ficou mais uma vez evidenciado esta semana, e de um modo extremamente preocupante. Não se trata apenas de valores ou sentimentos, mas sim de fatos objetivos e de silêncios não menos objetivos. O relato sobre demissões na TV Cultura de São Paulo, causadas pelo interesse de jornalistas no tema dos pedágios, justifica plenamente essa preocupação. Um desses relatos, feito nesta sexta-feira pelo jornalista Luis Nassif, chega a ser assustador. Em apenas uma semana, dois jornalistas perderam o emprego, escreve Nassif, em função de uma matéria sobre pedágios. Ele relata:


Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura. Ontem (7), planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje (8) , Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra (ver vídeo abaixo). Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado. 






Não é o primeiro relato sobre a truculência do ex-governador de São Paulo com jornalistas. Nos últimos meses, há pelo menos dois outros episódios, um deles envolvendo a jornalista Miriam Leitão, na Globonews, e outros envolvendo jornalistas da RBS TV, em Porto Alegre. A passagem da truculência à ameaça ao trabalho dos jornalistas é algo que deveria receber veemente manifestação da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), sempre prontas a denunciar tais ameaças. No entanto, ao invés disso, o que se houve é um silêncio ensurdecedor.


Mais uma vez, são blogs e sites de jornalistas independentes que cumprem o dever de informar ao público o que é de interesse público. E, mais uma vez também, os chamados jornalões e seus braços no rádio e na TV, calam-se, aliando submissão e cumplicidade com a truculência e o desrespeito ao trabalho de experientes profissionais. O mesmo silêncio, a mesma submissão e a mesma cumplicidade manifestadas nos recentes casos de assassinatos de jornalistas em Honduras, em função de sua posição crítica ao golpe de Estado ocorrido naquele país.


Esse triângulo perverso que une cinismo, hipocrisia e silêncio não é um privilégio da imprensa brasileira. Um outro caso, esta semana, envolveu uma das maiores cadeias de televisão do mundo. A CNN demitiu a jornalista Octavia Nasr, editora de noticiário do Oriente Médio, por causa de uma mensagem publicada por ela em sua página no Twitter onde manifestou “respeito” pelo ex-dirigente do Hezbollah, Sayyed Mohammed, que morreu no final de semana passado. Octavia tinha 20 anos de trabalho CNN. O que ela escreveu no twitter e causou sua demissão foi: “(Fiquei) triste por saber do falecimento do Sayyed Mohammed Hussein Fadlallah…Um dos gigantes do Hezzbollah que eu respeito muito”. Parisa Khosravi, vice-presidente-sênior da CNN International Newsgathering, afirmou em um memorando interno que “teve uma conversa” com a editora e “decidimos que ela irá deixar a companhia”.


Essa mesma CNN não hesita em denunciar agressões à liberdade de imprensa em outros países quando isso é do interesse de sua linha editorial e dos interesses geopolíticos da empresa. Crime de opinião? Segundo as versões oficiais, isso só existe em países do chamado eixo do mal.


Esse mesmo triângulo perverso ajuda a entender por que essas grandes corporações midiáticas não querem debater com a sociedade a sua própria atuação. Colocam-se acima do bem e do mal como se fossem portadores de legitimidade pública. Não são. Ao cultivarem esse tipo de comportamento e prática, o que estão fazendo, na verdade, é auto-atribuir-se, de modo fraudulento, uma suposta representação pública. Representam, na verdade, os interesses dos donos das empresas e, cada vez menos, o interesse público.


Neste exato momento, o planeta vive aquele que pode vir a se confirmar como o maior desastre ecológico de sua história. O acidente com a plataforma da British Petroleum no Golfo do México e o vazamento diário de milhões de litros de óleo no mar tem proporções ainda incalculáveis. No entanto, a cobertura midiática sobre o caso nem de longe é proporcional, em quantidade e qualidade, à gravidade e importância do caso. Organizações ambientalistas já denunciaram que a BP vem operando pesadamente nos bastidores para bloquear e filtrar informações.


É preciso ter clareza que são os dirigentes e porta-vozes dessas corporações midiáticas e seus braços políticos e empresariais que não hesitam em denunciar qualquer proposta de tornar transparente à sociedade o seu trabalho, supostamente de interesse público. O bloqueio e seleção de informações, a demissão de jornalistas incômodos e a truculência com aqueles que ousam fazer alguma pergunta fora do script são diferentes faces de um mesmo cenário: o cenário da privatização da informação, da deformação da verdade e da destruição do espaço público.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

DEMOTUCANOS: MANIA DESSA ELITE ESCREVER BRAZIL COM Z.

Serra, um press release perigoso

José Serra, o acaciano retórico, produto híbrido do latifúndio com a banca, é um personagem de press release. Não deve ser levado a sério quando fala em modernidade. Seu projeto autoritário precisa da mídia com poder de Estado e do mercado como única instância de legitimação.
Sem fortuna nem virtù, a candidatura Serra deve ser encarada como de fato se apresenta: uma irresponsabilidade política que busca construir sua persona a partir de clichês oratórios de desqualificação da principal oponente, a ex-ministra Dilma Rousseff. O teatro político que pretende montar, tentando se valorizar no jogo da sucessão, pode vir a se revelar o fracasso da temporada, não só pela fragilidade pessoal do ator como pela biografia do elenco de apoio. Mais dia menos dia, terá que descer a cortina, encerrando a apresentação.


Quando diz não ser “ventríloquo de marqueteiro nem de partido, nem de comitês, nem de frações, nem de todas aquelas organizações antigas de natureza bolchevique, que do bolchevismo só ficaram com a curtição pelo poder, porque utopia não ficou nenhuma", importantes perguntas se impõem. Afinal, por quem fala José Serra? Ou, melhor: quem, dissimulando o timbre natural da própria voz, fala por ele? Quem é o boneco nesse jogo mal-ajambrado?


A coligação oposicionista é uma gigantesca operação de engodo promovida pela mesma dupla (PSDB/DEM) que, entre 1994 e 2002, se superava, dia após dia, em matéria de socialização de prejuízos privados e entrega do patrimônio público. Em oito anos o país quebrou duas vezes, as dívidas, interna e externa, cresceram descontroladamente. O grau de dependência se precipitou e a desigualdade alastrou-se.


O descaso com a questão social – vista até hoje pelos tucanos como um estorvo para as contas do governo – fez com que a miséria e o aviltamento dos salários se expandissem. Dados do Banco Mundial, em 1997, apontavam 36 milhões de brasileiros com renda inferior a US$30, o que explica o número assustador de crianças que trocavam a infância e a escola pelo trabalho precoce. Enquanto isso, o governo FHC excluía o imposto sobre as grandes fortunas do seu pacote fiscal. Quebra-se o país, jamais um banco, ensinava o príncipe dos sociólogos.


Em 2001, a mudança no fluxo de capitais agravaria o desequilíbrio externo brasileiro, com a entrada de recursos estrangeiros caindo US$ 10 bilhões em relação ao ano anterior. Para piorar a situação, cresceria a remessa de lucros e dividendos, devido à crescente internacionalização da economia ocorrida na segunda metade da década de 1990. Tudo isso levava a uma valorização excessiva do dólar.


E o que fazia FHC e seu séquito diante da crise do modelo? Segundo o Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi), enquanto 80% das microempresas estavam inadimplentes, o governo arquitetava, via BNDES, o socorro das grandes corporações endividadas em dólar. De fato, uma garantia ao mercado que “aquelas velhas organizações bolcheviques" jamais ousariam dar.


É o retorno de catástrofes dessa natureza que a candidatura Serra promete. O neoliberalismo, expressão recente da direita, não hesitará em fazer uso de conhecidas "reengenharias" para destruir o Estado, deixando sobreviver somente os órgãos que garantam os interesses mercantis. Serra é o ventríloquo de um grupo que está convencido de que é necessário reciclar o manual de terra arrasada. O pequeno remanejamento da aliança partidária que deu apoio ao governo de FHC não traz novidades substantivas. O que é o PPS senão o adorno de conhecidos arrivistas?


O DEM (antigo PFL) tem um histórico de hipocrisia, cinismo e empulhação. A mudança de nome, apontada por suas lideranças como primeiro passo de ajustamento necessário, não resistiu a duas primaveras. A operação “Caixa de Pandora", apontando o governador de Brasília, José Roberto Arruda, como principal articulador de um esquema de corrupção envolvendo integrantes do seu governo, empresa com contratos públicos e deputados distritais, revelou o DNA da “novidade”.


Das minúcias, futricas, esperneios, conselhos e advertências desse espectro político, a grande imprensa recolhe a matéria-prima para fazer seus boletins de campanha. José Serra, o acaciano retórico, produto híbrido do latifúndio com a banca, é um personagem de press release. Não deve ser levado a sério quando fala em modernidade. Seu projeto autoritário precisa da mídia com poder de Estado e do mercado como única instância de legitimação.


Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

sexta-feira, 9 de julho de 2010

PEDÁGIOS: PRA QUE SERVE O IPVA?




QUANTOS BILHÕES O GOVERNO ARRECADA SOMENTE COM O IPVA? FORA SEGURO OBRIGATÓRIO E OUTRAS TAXAS?


A função do IPVA é justamente para construir e manter estradas e rodovias. Então, o governo Federal e Estadual constrói estradas e rodovias com o dinheiro do povo, depois algum governante oportunista vende para empresários ambiciosos que além de obrigar o cidadão parar e as vezes encarar uma fila, cobram tarifas abusivas e não dão nenhuma opção ao motorista.
Os pedágios de maneira camuflada tira do cidadão uma parte de sua renda e o seu livre direito de ir e vir, na verdade é uma extorsão acobertada pelos que instituíram e implantaram as praças de cobrança.
O cidadão brasileiro que já é tão sobrecarregado de impostos, merecia estradas construídas e mantidas pela arrecadação de bilhões com o IPVA que todos os proprietários de automóveis, motocicletas e outros pagam justamente para terem o direito a conduzir seus veículos automotores para onde desejarem.
E então, os governantes se usam deste dinheiro para construir estradas e rodovias e depois de pronta simplesmente vendem ou concedem para empresas cobrarem o que lhes aprouver ao pobre cidadão que será obrigado a interromper sua viagem para parar numa guarita de cobrança e ser extorquido.


DIGA NÃO AO PEDÁGIO! CIDADÃO CONSCIENTE NÃO SE DEIXA SER EXTORQUIDO!


Fórum Popular Contra o Pedágio


Movimento Estadual Contra os Pedágios Abusivos de SP

quarta-feira, 7 de julho de 2010

GENTEQUEMENTE: CARA NOVA, MENTIRAS ANTIGAS.




Com um visual mais enxuto o site registrado pelo PSDB já a quase um ano, mantém em seus destaques as mesmas acusações a Dilma Rousseff e Aloísio Mercadante. Sem nenhuma criatividade o site publica qualquer denúncia ou factóide contra Lula e seus apoiados.
Como exemplo acima a afirmativa por parte deles de que sem teleprompter Dilma está fora.
Para desmentir esse insulto a Dilma Rousseff e vários outros focados na desconstrução da imagem da candidata e estigmatização terrorista e de despreparo, chavões renitentes e repetitivos da campanha tucana que trabalha junto com o PIG (Partido da Imprensa Golpista, fica a lembrança da sabatina no Senado em que a então Ministra Dilma Rousseff debateu com seus interlocutores do DEM e do PSDB e os fizeram sair de fininho com a cabeça baixa para nunca mais acusá-la de terrorista.


Confira no vídeo abaixo, como a Dilma se comporta sem teleprompter:


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sexta-feira, 2 de julho de 2010

TORCEDOR Nº1 DE SERRA: MICK JAGGER!




MICK JAGGER DECLARA APÓIO A JOSÉ SERRA!
 @Sejaditaverdade: Mick Jagger apoia Serra, agora vai! RT @stockler4: Nem precisaria! ...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

FICHA LIMPA: VAI FICAR SÓ NO PAPEL...

Fonte: Estadão


BRASÍLIA - Atingido pela Lei Ficha Limpa, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi o primeiro político a conseguir autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para concorrer na eleição deste ano. Ele quer mais uma vez ser eleito para o Senado Federal.


O ministro do STF Gilmar Mendes concedeu uma liminar que garante ao parlamentar o direito de se candidatar, apesar de existir contra ele uma condenação por órgão colegiado por condutas supostamente lesivas ao patrimônio público. Heráclito Fortes recorreu dessa condenação no STF, mas ainda não há uma decisão do tribunal.


No despacho em que afastou os efeitos da Lei Ficha Limpa em relação ao senador, Gilmar Mendes afirmou que o caso era de urgência já que o prazo para o registro das candidaturas termina no próximo dia 5 e até lá o Supremo não deverá se manifestar sobre o recurso de Fortes. Para escapar da lei, na última segunda-feira o senador entrou com uma petição no STF para suspender os efeitos da sentença do tribunal do Piauí.


A decisão de Mendes frustra as esperanças da sociedade de ver os políticos condenados impedidos de participar das eleições. E essa decisão poderá ter um efeito multiplicador já que, diante do sucesso de Fortes, outros políticos barrados por condenações também pedirão liminares para concorrer em outubro.


A Lei Ficha Limpa foi resultado de um amplo movimento da sociedade brasileira para tornar inelegíveis os políticos condenados pela Justiça. Antes da aprovação da lei, foram feitas outras tentativas, inclusive pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Em 2008, a entidade chegou a divulgar uma lista com os nomes dos candidatos com ficha suja.


Escolhido vice na chapa encabeçada pelo tucano José Serra, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), festejado por ter sido relator do projeto Ficha Limpa na Câmara, disse ontem que não comentaria a situação de Heráclito. "Não conheço o texto do processo, tenho de conhecê-lo para poder entender", disse ao Estado.


Em junho, dias após a entrada em vigor da Lei Ficha Limpa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a inelegibilidade dos políticos condenados mesmo antes de 4 de junho, data da sanção da norma. Único a votar contra, o ministro Marco Aurélio fez uma previsão, dias depois: "Não posso dar esperança vã à sociedade."


De acordo com informações divulgadas pelo STF, Heráclito Fortes foi condenado por uma vara da Fazenda Pública do Piauí e pelo Tribunal de Justiça daquele Estado por suposta promoção pessoal em publicidade de obras realizadas quando ele era prefeito de Teresina (de 1989 a 1993). O recurso foi protocolado no Supremo em setembro de 2000. O julgamento foi iniciado em novembro do ano passado, mas foi interrompido por um pedido de vista.


Na ocasião, Gilmar Mendes votou a favor Heráclito Fortes. "A plausibilidade jurídica do pedido pode ser atestada em voto por mim proferido quando do início do julgamento na Segunda Turma desta Corte, ocasião em que me manifestei pelo provimento do recurso", disse Mendes no despacho em que afastou os efeitos da Ficha Limpa em relação ao senador.


Graças à decisão de Gilmar Mendes, Heráclito Fortes não poderá ter o seu pedido de registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral. Se ele não tivesse pedido a liminar, provavelmente o registro seria rejeitado com a base na Lei Ficha Limpa. A lei estabelece que a condenação judicial por um órgão colegiado é causa de inelegibilidade.


Para os próximos dias são esperados pedidos de liminar de políticos atingidos pela Lei Ficha Limpa. A expectativa é de que o STF conceda liminares para garantir a participação de políticos ficha suja nas eleições. O ex-deputado do Espírito Santo José Carlos Gratz, por exemplo, já pediu ao Supremo que declare inconstitucional a lei e a interpretação dada pelo TSE.