quinta-feira, 14 de outubro de 2010

MATEMATICAMENTE, SERRA PERDEU!


Bem, a conta é bem simples! 
Mesmo adotando os dados do DataFolha em que Serra está com 43% e Dilma 49%, considerando que o valor total dos indecisos que é de 3%, então, matematicamente Serra alcançaria apenas 46% no máximo, isso na melhor das expectativas pra ele, caso conseguisse converter todos indecisos para si.


Agora, vale ressaltar que:

Serra está sendo insulflado pelos seus velhos aliados da mídia, puxando daqui, esticando dali para tentarem converter votos através das pesquisas eleitorais!!
Isso porque, todas elas são preparadas para diminuir as chances de Dilma, induzindo gradualmente os indecisos e aqueles que votaram por outros partidos, como no caso o PV, que o Serra está ganhando terreno, e encurtado a diferença de 14 milhões de votos que o distanciam da Dilma.


Exemplo a Pesquisa Correta, atualmente sem os votos da Marina, e demais partidos.., votos válidos.


Dilma seria: 47% do 1 turno + 10% dos que retornaram do PV/Outros para PT = 57%


Serra seria 33% do 1 turno + 10 % dos que vierem do PV/Outros= 43%


Porquê isso? Todos vimos o erro grosseiro das pesquisas quanto ao percentual atribuido a Mercadante, que não passava de 30% até a véspera da eleição.


Ele teve na realidade 37% dos votos, esse erro tirou a chance do 2º turno, pq talvez cerca de um milhão de votantes poderiam ter votado diferente, caso tivessem visto a ascenção de Mercadante para 37% e não mantê-lo estagnado na opinião publica.


Com Dilma, eles querem jogar sujo tb...tiram 10% do apoio real, para dar a impressão que ela está em queda, e o Serra está em ascenção...


Quem poderá tirar esta ditadura velada da imprensa e televisão(Globo) e das entidades de pesquisa a soldo dos grandes capitalistas?


Obs: Na prática no 1º turno, muitos eleitores de Dilma votaram em Marina encantados com a proposta de 3ªVia, porém, esses eleitores voltam para Dilma no 2º turno, e com mais um incentivo que foi a entrevista coletiva oficial que Marina dá entender claramente que apóia Dilma. 
Vejam: http://www.youtube.com/watch?v=EsaXiZDvDeM

domingo, 10 de outubro de 2010

Frei Betto: Dilma e a fé Cristã




Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária aos princípios do Evangelho e da fé cristã.


Por frei Betto
Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.


Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.


Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.


Nada tinha de “marxista ateia”.


Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.


Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.


Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.


Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.


Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.


Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.


É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.


Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…


Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.


Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.


Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.


A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.


Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.


Publicado no Tendências & Debates da Folha de S.Paulo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

IRÃ x EUA: CASOS SÍMILES; UM PERDOA, O OUTRO MATA!


Quando começou o assunto da iraniana que ia ser lapidada levantei os casos das execuções nos USA, na época todos acharam fora do assunto, mas agora se vê que não há diferença, ou pior, a mobilização dos países amigos talvez não permitam a execução da iraniana, por outro lado, nos USA.....

E AGORA? A “VÍTIMA” É NORTE-AMERICANA? A JUSTIÇA É A DOS EUA?


Laerte Braga


Teresa Lewis, 41 anos, vai ser executada na quinta-feira, 23 de setembro, no estado de Virgínia, EUA, acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido. A Suprema Corte daquele conglomerado negou o seu pedido de suspensão e comutação da pena em prisão perpétua com um simples “está negado”.

Teresa vai receber uma injeção letal e segundo seu advogado é o exemplo clássico da estupidez da pena de morte. Sofre distúrbios mentais claros e perceptíveis a olho nu.

Será a primeira mulher a ser executada no estado de Virgínia desde 1912, quando uma negra de 17 anos morreu na cadeira elétrica.

O governador do estado também negou o pedido declarando que não irá impedir que a execução prossiga.

A execução de Brandon Rhode, no estado de Geórgia, EUA, foi suspensa depois que seu advogado alegou que o réu não está em condições mentais de compreender o que acontece à sua volta após ter tentado o suicídio em sua cela. As autoridades decidiram aguardar que Brandon tenha consciência que vai ser executado com uma injeção letal.

No dia 1º de janeiro deste ano Leeland Mark, condenado à morte no mesmo estado foi encontrado morto em sua cela. Suicídio.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, recebeu a alpinista norte-americana Sarah Shourd, 32 anos, libertada pelas autoridades iranianas após pedido do governo brasileiro. Sarah agradeceu o empenho do Brasil junto ao governo do Irã, agradeceu ao presidente Ahmadinejad a decisão de libertá-la e aguarda a libertação de dois outros alpinistas, entre eles o seu noivo, presos sob acusação de espionagem.

Sarah enfatizou em seu encontro com Amorim que é necessário que haja mais empenho em negociações como essa, assim como faz o governo do Brasil. Amorim disse que ao perguntar à secretária de Estado dos EUA, Hilary Clinton, sobre se estava feliz com a libertação de Sarah, a “senhora Clinton foi lacônica ao dizer sim e muito obrigado”.

A vida de Sarah pouco importa para o conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Dificulta a política de demonização do Irã. É o contrário do que se imagina.

Amorim disse ainda que antes da libertação de Sarah entregou uma carta ao chanceler iraniano e três dias depois os pais dos três norte-americanos presos puderam ver seus filhos. O irmão de um dos alpinistas que continua preso, Bauer, disse contar com o governo do Brasil para negociar a libertação de seu irmão. Deixou claro que seu país, os EUA, não movem uma palha para isso.

Amorim, por sua vez, disse que o Brasil não faz nenhuma pressão sobre o Irã, apenas solicita ao governo que esses casos sejam melhor ponderados para evitar tensões internacionais desnecessárias.

Celso Amorim, ao contrário do chanceler de FHC, Celso Láfer, preza a dignidade do Brasil como nação soberana e não tem o hábito de tirar os sapatos e encostar-se numa parede no aeroporto de New York, com as mãos na parede e as pernas abertas, para ser submetido a uma revista. Isso porque era aliado, já descia com as calças abaixadas e a bandeirinha americana às mãos.

Láfer escreveu num artigo publicado no jornal ESTADO DE SÃO PAULO, domingo, dia 18, que a política externa do atual governo está levando o País a um processo de “desmoralização”. É típico de tucano. Cai de quatro e aponta o dedo para o lado, o outro. José Arruda Serra também é assim, aliás, hoje o principal deles.

Sakineh Mohammadi Ashtiani seria executada por apedrejamento. Foi condenada à morte por adultério e por ter matado seu marido com a cumplicidade de dois amantes. A pedido do governo brasileiro a pena de apedrejamento foi suspensa e os mais de sete mil documentos constantes do processo contra a iraniana liberados a jornalistas de todo o mundo, para inteiro conhecimento do crime praticado pela moça. O de homicídio.

Não saiu na GLOBO, nem em VEJA, muito menos em FOLHA DE SÃO PAULO, imprensa marrom, venal, nenhuma notícia sobre esse fato, a liberação dos documentos do processo de Sakineh.

Dois pesos e duas medidas. Pode ser interpretado como “liberdade de expressão”. O direito de omitir informações reais, à medida que divulga informações irreais e incompletas, de mentir, distorcer, desovar cadáveres de presos políticos mortos pela ditadura e ainda protestar contra “a falta de liberdade de imprensa”, ou os riscos de se exigir a verdade a partir de grupos e forças populares.

Como se houvesse diferença entre banqueiros, grandes empresários, latifundiários e traficantes, uma quadrilha de tráfico de drogas foi desarticulada pela polícia civil do estado do Rio de Janeiro. Era formada por jovens de classe média e atuava segundo padrões de grandes empresas, uma espécie de consórcio empresarial.

O preço da droga variava segundo o mercado e os envolvidos foram presos principalmente em Búzios, Niterói e Macaé. Ao contrário dos traficantes/empresários menores ou concorrentes, uma das características da quadrilha era a de não usar armas.

Só negócios. E o dinheiro guardado nos bancos democráticos e cristãos, como o do Vaticano, por exemplo, onde o “banqueiro de Deus”, responde a processo e estarrece o papa Bento XVI. De dar inveja a Edir Macedo.  

A polícia civil chamou a operação de CONSÓRCIO

Romero da Costa Machado é autor de dois livros AFUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO I e AFUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO II. Os dois publicados pela editora CAROS AMIGOS.

Em entrevista que pode ser lida no endereço


Ele revela as ligações das ORGANIZAÇÕES GLOBO com o jogo do bicho, o tráfico de drogas, o uso institucionalizado de drogas pela cúpula da GLOBO, a compra de notas fiscais frias para prestação de contas ao Ministério da Educação, o golpe do PAPA TUDO, compra de dólares não registradas,  toda a trajetória criminosa do grupo. Romero ocupou a função de auditor fiscal da GLOBO e foi assessor do ex todo poderoso José Bonifácio, o BONI.

Chamam isso de “liberdade de expressão”. Mais ou menos como Boninho e seus amigos decidindo quem é do bem e quem é do mal e jogando água suja em que é do mal.

O diabo, no caso em espécie, é conceituar bem e mal, se já é difícil no todo, imagine em se tratando de bem para a GLOBO ou mal para a GLOBO.

Mais ou menos como bem é um pastel engravatado chamar o telespectador de idiota personalizando-o em Homer Simpson e mal é José Arruda Serra, bandido tucano, perder as eleições.

Mas e as vítimas norte-americanas e a justiça norte-americana?

É que William Bonner usou o idiota da série norte-americana porque por lá, na GLOBO, pensam em inglês. Faz parte do código de ética da matriz.

No dia da execução, o condenado tem direito a escolher o seu prato preferido e receber o perdão de um religioso segundo suas convicções. E até um último cigarro.

Que tal “antes de ir para a injeção letal Lewis pediu Marlboro?”








quarta-feira, 15 de setembro de 2010

OBSERVAÇÃO INTERESSANTE SOBRE MARINA:




Em 2009, quando Lula e a base começavam cogitar um nome para presidenciável, me lembro que Marina sinalizava que queria ocupar a vaga. Mesmo assim, tanto Lula quanto várias lideranças preferiram Dilma. E porque Lula não escolheu Marina? Afinal ela era uma da fundadoras do PT, genuinamente petista.

Será que Lula não conhecia muito bem ambas?
- Sim, Lula conhecia muito bem tanto uma como a outra.

Mesmo assim, Lula deixou transcorrer naturalmente os comentários de sua predileta para ver a aceitação da base. A base enamorou Dilma e Marina ficou revoltada e começou a transparecer o seu descontentamento no ministério do meio ambiente, palavras ácidas contra Lula passaram a regular seu vocabulário. Até a oposição ver nesse fato uma oportunidade de levantar uma trincheira que faria fogo amigo contra a candidata de Lula, já que ela era petista e contava com votos provenientes do PT. Seria uma chance de dividir a campanha petista.

O ledo engano da oposição foi que: com o transcorrer dos fatos o PV se tornou sublegenda do PSDB, o seu maioral Gabeira é Serra e Marina hoje é seguida mais por tucanos descontentes com Serra do que com petistas de Dilma.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

GABRIEL NÓS TE AMAMOS: PARABÉNS DILMA PRESIDENTE!

Dilma segura o primeiro neto, Gabriel, no colo
Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, divulgou nesta quinta-feira (9) uma foto carregando seu primeiro neto, Gabriel, no colo. O menino nasceu de parto cesariana no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, às 6h41, pesando 3,955 kg e medindo 50 cm.
Além de Dilma, os outros três avós e ainda a mãe da candidata, que também se chama Dilma, foram à maternidade. Gabriel é fruto do casamento de Paula, filha da petista, e Rafael.
Redação Terra

domingo, 29 de agosto de 2010

Mais Demos cassados: junto com tucanos extinção à vista!


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do deputado federal Bispo Rodovalho por infidelidade partidária. Eleito em 2006 pelo DEM, deixou a sigla e ingressou no PP, partido pela qual disputa sua reeleição. A Justiça enviará um comunicado à Câmara pedindo a cadeira do parlamentar, que ainda pode recorrer da decisão.
A cassação do mandato foi fruto de uma ação apresentada à Justiça por dois suplentes do deputado. Um deles, Izalci Lucas, deixou o DEM e hoje está no PR, por isso não pode assumir a vaga, que deve ficar com o segundo autor da representação, Osório Adriano.
Apesar da cassação, um longo caminho ainda deve ser percorrido até que Adriano possa assumir uma cadeira na Câmara. A praxe do Congresso é de afastar um parlamentar somente após a conclusão de todas as ações judiciais. Como ainda cabem recursos ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF) o mandato pode terminar antes do processo jurídico.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O MAIS DE SERRA É O MAIS DA GLOBO!

O PRIMEIRO BOA NOITE DE SERRA.
BASTA UMA ANÁLISE FACIAL PRA VER A CONIVÊNCIA ENTRE SERRA E A GLOBO.

O MAIS DA GLOBO É O MAIS DO SERRA:



VEJA O QUE DECLAROU O SEU PRÓPRIO ALIADO ROBERTO JEFFERSON:

ISSO É PORQUE ELES SE AMAM!


PRECISA FALAR MAIS ALGUMA COISA?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

TSE deve barrar pelo menos 100 pela Lei da Ficha Limpa


O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski acredita que pelo menos 100 pessoas terão suas candidaturas barradas pela Lei da Ficha Limpa . Até o momento, das 1.030 candidaturas indeferidas, pouco mais de 70 referem-se à nova lei. O ministro é prudente ao fazer uma avaliação de casos como o do ex-governador do Distrito federal, Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato para fugir de um processo de cassação. Segundo ele, é necessário analisar caso a caso o motivo da renúncia. “É preciso verificar se a renúncia se deu por motivos legítimos ou para escapar de punição”, disse. No TSE, os recursos sobre indeferimento de candidaturas deverão ser julgados até o dia 19 deste mês. Quanto aos possíveis questionamentos sobre a constitucionalidade da Ficha Limpa, especialmente em relação à sua retroatividade e entrada em vigor, Lewandowski se apressou em dizer que a lei obedece aos princípios constitucionais. Na definição da data de validade da nova regra, os ministros do TSE se basearam em jurisprudência do STF sobre a Lei de Inelegibilidade. Os ministros usaram o mesmo entendimento da época, o de que não seria preciso adotar o critério de anualidade, que estabelece que leis eleitorais só podem entrar em vigor um ano após a sua aprovação. Eles também determinaram que políticos que ainda estão respondendo a processo sejam barrados pela lei. Lewandowski explicou que a Ficha Limpa não impõe uma sanção ao candidato, apenas cria um requisito: não ter sido condenado por órgão colegiado. Por isso, os princípios da anualidade e da não retroatividade são desnecessários nesse caso.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

OS PORÕES DA PRIVATARIA

Os porões da privataria
      Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem muito o que explicar ao Brasil.
       Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia - do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil e de que maneira o próprio Serra teria sido beneficiado por decisões da filha.
     Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.
     A trajetória do empresário espanhol naturalizado brasileiro Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.
     Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola , da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).
     O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York.  É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.
     A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.   
     O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.
     O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.
     Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br,  em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia  do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.
     Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.
     Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para  Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.
     De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas…Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.
     Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” – foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria. Hoje, através de seu sócio Ronaldo de Souza opera a Consultatun Corp e a Antar Venture Investments. Depois dele, vieram a filha e o genro de Serra, o ex-ministro das comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros (dono da offshore Montferrand Holding), o ex-diretor da Previ e braço direito de Ricardo Sérgio no episódio da privataria, João Bosco Madeiro da Costa (Beluga e Hill Trading).
     Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.

(1)   A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.
(2)   As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.